Atualizado em: junho 9, 2026 às 10:26 am
Por Guilherme Costa
Emma Ruth Rundle ganhou notoriedade pela sua carreira solo que é focada num rock alternativo, trazendo elementos do Doom Metal e muita distorção. O seu mais recente trabalho foi em 2021, com o acústico (e muito melancólico) “Engine of Hell” (que esteve entre os Melhores do Ano de 2021 do Um Outro Lado da Música); fato que culminou numa extensa turnê “desplugada” durante os anos seguintes.
Quando a cantora liberou o single “Powerless”, a dúvida sobre ela voltar com o som elétrico era muito grande, já que, mesmo com “Engine of Hell” sendo ótimo, os seus fãs ansiavam pelas texturas densas e distorcidas dos seus primeiros trabalhos. O início, guiado por um piano, da nova faixa soou como um grande truque após ela explodir no característico peso atmosférico de Ruth Rundle.
A faixa, que conta com um videoclipe sob a direção de Mason Rose, esteve presente no setlist na primeira apresentação da artista no Brasil, no dia 16 de maio (em São Paulo). Ela deu um extenso comentário sobre a sua criação, em declaração à imprensa.
“Inicialmente, essa música se chamava ‘Noam Chomsky Is Dead To Me’ (Noam Chomsky Está Morto Para Mim), pois sua relação com Epstein e a classe bilionária estava sendo exposta — apenas mais uma manchete extremamente decepcionante em uma época em que somos incessantemente confrontados com uma avalanche de notícias e manchetes que são infinitamente desmoralizantes e desumanizantes.
Esta música, como a maioria das músicas de ‘These Killing Times’ , é uma reação aos horrores que vemos expostos diariamente — a realidade clara e dolorosa das inúmeras injustiças cometidas contra a classe trabalhadora do planeta, do colapso climático ao genocídio, passando pelos erros judiciais em uma escala nunca vista em nossas vidas, o colapso de impérios, o declínio da democracia, a erosão dos direitos das mulheres, dos direitos LGBTQIA+ e dos direitos dos negros, a tentativa de desumanizar imigrantes e pessoas de cor, os campos de concentração nos EUA — a lista é tão longa que acho que não consigo abordá-la completamente aqui.
Com ‘Powerless’, invoco o martelo, tanto para destruir quanto para construir algo melhor. Quero que as pessoas saibam que não estão sozinhas, que não estão loucas. Eu queria dar um nome àquilo que tem me causado tanta angústia mental, emocional e espiritual. Às vezes, cantar, especialmente repetir trechos, pode fortalecer a autoestima, e acho que é aí que entra a ponte de “Powerless” — eu me recuso a deixar que minha autonomia e determinação sejam corrompidas ou diluídas pelos poderes constituídos, e quero que outros também se sintam empoderados.”
Além do novo single, a artista anunciou o lançamento do seu quinto álbum solo, intitulado “These Killing Times”, cujo lançamento está programado para o dia 18 de setembro.
Confira:





