Imagem dos integrantes do Lost Society

Lost Society apresenta o seu Nu Metal sinfônico no disco “Hell Is a State of Mind”

O novo disco do grupo finlandês segue a apresenta caminhos entre o Nu Metal e o Metalcore

Atualizado em: julho 16, 2026 às 9:24 am

Por Guilherme Costa

No início deste ano o Children of Bodom voltou aos palcos com os integrantes de longa data (Jaska Raatikainen, Henkka Seppälä e Janne Wirman) e duas novas caras: Alexander Kuoppala (guitarra) e Samy Elbanna (vocal e guitarra solo). Este último foi o nome mais visado do surpreendente retorno do grupo de Death Metal Melódico, uma vez que teria a difícil de substituir o falecido e icônico Alexi Laiho.

Para além do grande desafio, muito bem sucedido, os desavisados de plantão também descobriram outra coisa: Elbanna era o frontman de um grupo de Metal chamado Lost Society, cujo lançamento mais recente foi o disco “Hell Is a State of Mind”, no dia 6 de março — saindo quatro anos após o seu antecessor, “If the Sky Came Down”.

Atualmente formado por Samy Elbanna, Arttu Lesonen, Mirko Lehtinen e Taz Fagerström, e tendo um nome consolidado na Finlândia (tendo, inclusive, saído em turnê com o próprio COB), “Hell Is a State of Mind” marca um novo e ousado passo do grupo em sua discografia. O Nu Metal com toques de Metalcore ganhou contornos sinfônicos.

Os fãs dos primórdios do quarteto, certamente não se chocam mais com a direção do grupo, que deixou o Thrash Metal dos três primeiros trabalhos no passado — embora isso não signifique que eles não torçam o nariz. Com os álbuns “No Absolution” e “If the Sky Came Down” servindo como apresentação e consolidação da sua nova faceta, o sexto trabalho de estúdio soa como uma dobra de aposta.

Que não deu cem por cento certo.

Indo contra as comuns (e já em fase de pasteurização) camadas eletrônicas, é interessante ouvirmos uma sonoridade que caminha entre o Nu Metal e Metalcore tendo bases sinfônicas. Na faixa que abre o disco, “Afterlife”, os elementos estão mais contidos, enquanto na faixa seguinte, “Blood Diamond”, eles estão mais nítidos. Um dinâmica que se apresenta no restante do registro.

Mas a sensação mais presente durante os trinta e oito minutos de duração do disco é de já ter ouvido os elementos presentes em “Hell Is a State of Mind” por aí. Tal familiaridade até pode ser relevada na dobradinha “L’appel Du Vide” e “Kill The Light”, que lembram em muito coisas do início do Avenged Sevenfold, enquanto em outros momentos não estão nem perto de soarem inspiradas, como “Dead People Scare Me (But The Living Make Me Sick)” ou “Personal Judas”.

Já o que funciona muito bem são os refrãos, sempre chicletes e propícios para serem cantados em coros, como é o caso de “Synthetic” — faixa que se assemelha em muito ao Linkin Park — e de todas as outras faixas citadas acima. Todavia, é muito pouco para sustentar o disco.

“Hell Is a State of Mind” certamente soa como uma afronta para os fãs da primeira fase do grupo, mas acho que isso também já é passado para todos: fãs e banda. Para o público da nova fase, talvez ele não seja colocado no mesmo nível de “No Absolution” (e que de fato não está) e tampouco seja tão marcante. Para o público que chegou neste ano, sem nenhum parâmetro já preconcebido, o álbum certamente terá olhares curiosos por causa dos elementos sinfônicos.

No fim, o novo álbum do Lost Society — para o bem ou para o mal — aponta para uma direção mais ousada do quarteto.

 

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Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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