Imagem dos integrantes do Masterplan

Masterplan retorna mais forte com o disco “Metalmorphosis”

"Metalmorphosis" quebra um hiato de treze anos sem um lançamento completo de inéditas

Atualizado em: setembro 6, 2026 às 9:29 am

Por Guilherme Costa

O Masterplan iniciou a sua carreira com a maior badalação possível, já que era a banda dos então ex-Helloween, Roland Grapow e Uli Kusch. O hype aumentou com o lançamento dos dois clássicos “Masterplan” (2003) e “Aeronautics” (2005), e com a potente e impactante voz de Jørn Lande, o vocalista original do grupo.

Duas décadas depois, Kusch e Lande já não fazem parte da banda e Grapow segue firme e forte com o seu projeto pessoal. “Firme e forte”, porque o músico encontrou forças para manter o Masterplan ativo, mesmo que o último (“Novum Initium”) e o novo disco de inéditas (“Metalmorphosis”) tenha sido lançado num espaço de treze anos — neste meio tempo, o guitarrista lançou o disco PumpKings”, com faixas compostas na época do Helloween.

Liberado no dia 26 de junho, via Frontiers Records srl, sob a formação composta por Roland Grapow (guitarrista), Rick Altzi (vocal), Jari Kainulainen (baixo), Axel Mackenrott (teclado) e Kevin Kott (bateria), “Metalmorphosis” promove um refresco para os fãs do Masterplan, mesmo que longe de apresentar algo novo.

E o que importa se o sétimo disco de Grapow e companhia não traz algo de novo? Talvez importaria se “Metalmorphosis” fosse um registro pouco inspirado, com péssimos riffs de guitarras e refrãos paupérrimos — e tudo isso é o que o novo álbum não tem. Ao longo dos cinquenta minutos de duração, o Masterplan conseguiu (finalmente) encaixar a voz Altzi na sonoridade de uma coleção de músicas fortes e pesadas, que caminham entre o Power Metal típico da banda e do Helloween, com uma pitada de Hard Rock.

Embora a sonoridade do disco seja mais crua do que o seu antecessor (“Novum Initium”), “Chase The Light” abre o disco com uma introdução pomposa até explodir em grandes riffs de guitarras e uma linha de bateria firme; ela é impulsionada pela rouca voz de Altzi, que dá mais peso a boa faixa de abertura. “Electric Nights”, por sua vez, não empolga nem um pouco, por ser uma faixa meio clichê e, sobretudo, estar abaixo das faixas seguintes: “Shadow Man”, que reúne influências da época do Helloween (Dark Ride) e dos primeiros discos do Masterplan, e “Bound To Fall”, cujo refrão ganha contornos épicos quando Altzi canta “e você está caindo do céu/ Como um pássaro sem asas/ Perseguir estrelas te levou longe demais/ Eu continuo esperando pra ver/ Esperando que você se liberte/ Não vou desviar meu olhar”.

“Pain Of Yesterday” e, principalmente, “Through The Storm” dão as amostras mais Power Metal do álbum. Esta última foi uma das primeiras prévias liberadas e é um típico Heavy Metal que todo fã gosta de ouvir, numa explosão de riffs e uma base vigorosa propícia para a voz de Altzi. Entre elas está a faixa-título, que alia peso e melodia com maestria, da mesma forma que ocorre com “Ghostlight”, outra típica faixa do Masterplan.

No geral, com exceção da já citada “Electric Nights” e “The Call” (uma faixa de pouco mais de oito minutos que perde o gás em sua parte final e onde Altzi sai da sua zona de conforto sem sucesso), o Masterplan conseguiu criar um disco coeso, muito bem produzido e executado.

Se compararmos “Metalmorphosis” com os clássicos da banda, é evidente que o novo álbum irá perder a disputa. Mas, mesmo com a onipresente comparação e que não haja nada de novo aqui, o importante é que o Masterplan conseguiu criar um registro capaz de empolgar o seu fã, sobretudo aquele que não quer que a banda fique mais de uma década sem lançar um material de inéditas, dando um sinal positivo se o retorno for duradouro.

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Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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