“Remissions”, do Mastodon, segue como um dos discos mais insanos de todos

Quando a música faz com que você se sinta invulnerável

Atualizado em: agosto 9, 2026 às 7:38 pm

Remission” é um disco que inspira uma sensação de invulnerabilidade. Você ouve os riffs de “Crusher Destroyer” e sente que não pode mais ser tocado ou abalado, como se um prédio pudesse desabar sobre a sua cabeça e, ainda assim, te deixar vivo.

As demais faixas não ficam para trás. Falamos de um álbum que não é feito apenas de metal, mas também de titânio, aço, tungstênio e mais alguns elementos químicos. Há o Sludge estranho do Neurosis – inclusive presente nos samples de filmes que aparecem nas transições -, inspirações no Death Metal e até no hardcore.

Voltando a “Crusher Destroyer”, temos uma abertura perfeita para um disco do Mastodon ou de qualquer outro grupo do estilo. Na sequência, “March of the Fire Ants” também surge como um convite direto para atravessar a cabeça numa parede de concreto.

Burning Man” te faz acreditar que o incêndio do título acontece na bateria genial de Brann Dailor, enquanto “Trainwreck” é praticamente um descarrilamento em forma de música. A maioria das faixas leva nomes que remetem à destruição e a catástrofes e, sabe-se lá como, consegue traduzir tudo isso em música.

O debute do Mastodon reúne praticamente todos os adjetivos possíveis para descrever algo irado e só deixa de ser brutal quando decide ser mágico. “Elephant Man”, “Workhorse” e “Ol’e Nessie” funcionam como trilhas perfeitas para atravessar um campo de batalha digno de O Senhor dos Anéis, Game of Thrones ou qualquer outra fantasia épica.

Mais de vinte anos depois, “Remission” continua soando como um disco que nasceu para demolir tudo ao redor — e que, por algum motivo, ainda parece impossível de destruir.

 

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Arthur Coelho
Jornalista, baterista e apaixonado por música de todo tipo, principalmente se tiver gritaria. Também conhecido como Art ou Tuco.

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