Atualizado em: junho 21, 2026 às 8:39 am
Em mês de Copa do Mundo fica difícil não ser redundante e evitar o torneio, mas nós estamos aqui para lembrar que essa semana também foi marcada por retornos épicos no mundo da música, discos em versão “corte de diretor” e outras pautas que embalam nossos destaques!
Holy Wave prepara novo disco em meio ao intimismo de single antecipado
Unindo elementos da música folk com o indie e o dreampop, o Holy Wave chegou na maioridade neste ano, e vai comemorar os 18 anos de carreira com o novo disco “i’m DADA“, previsto para sair no dia 10 de julho pela Suicide Squeeze Records.
Enquanto o lançamento não chega no streaming, a banda texana vem lançando singles antecipados, como aconteceu de forma mais recente com “dewey’s dirge” na última quarta-feira (17). A música, que ultrapassa os cinco minutos, caracteriza o quarteto dentro da música intimista com timbres viajantes.
O curioso é que ela soa de forma totalmente distinta de “s33.u.in/HAL”, que havia sido lançado anteriormente por eles com referências mais experimentais com momentos de surtos digitais e caos instrumental.
Estranho, lento e misterioso: Boris retorna com disco polivalente
Se o último parágrafo do single do Holy Wave foi para destacar uma música estranha, então avançamos nessa temática para tratar de um compilado bem diferente lançado nos últimos dias pela banda japonesa Boris.
Eles, que são referência na arte de fazer músicas completamente anormais, deram mais um passo no deserto da música Drone com o novo trabalho “Secrets“, destaque da última quinta-feira (18) pela Fangsanalsatan.
Os segredos de boris são divididos entre quatro faixas-capítulos que variam entre seis, onze e trezes minutos na hora de mesclar elementos minimalistas com influências que passam por Sludge, Doom e Post-Rock.
Aliás, algo curioso desse novo compilado é que ele é todo fragmentado, com músicas dentro de outras músicas, que brincam toda hora com o início e o fim de suas composições. Se você mergulhar nesse trabalho, vai sair surpreendido pela forma como as tracks tomam forma e acabam
Emery mostra sua nova roupagem com faixa bem diferente
Dividindo raízes entre a Carolina do Sul e Seattle, nos Estados Unidos, o Emery começou como uma banda cristã post-hardcore emo e foi, ao longo dos anos, mudando elementos principais em seu som, sem perder sua identidade com vocais alternados e composições que batem no fundo da alma.
No início da sexta-feira (19), eles anunciaram de surpresa o novo single “Numbers“, de melodias que alternam entre intimismo e animosidade em uma canção bem inspirada pelo rock alternativo – um rumo novo no caminho do sexteto, que nos leva a pensar: para onde eles vão agora?
Essa pergunta deve ser respondida em breve, pois a música encabeça o lançamento de um novo disco chamado “Styrofoam“, que deve sair ainda neste ano como o primeiro de inéditas em quatro anos.
Placebo é digno de Oscar?
Sinceramente, não acho que seja exagero dizer que o debute autointitulado do Placebo (1996), que acaba de completar 30 anos, entra em um hall ao lado dos grandes nomes do rock alternativo internacional. Tanto é que foi uma das minhas primeiras escolhas para o Um Outro Lado Indica quando escrevi sobre discos e EPs no ano passado.
Tomado por uma veia proto-punk e embarcado da alternância entre revolta jovem e melancolia, o compilado é responsável por faixas como “Nancy Boy“, “36 Degrees” e “Teenage Angst” que ecoam para além do imaginário do grupo Europeu.
E, se depender deles, esse repertório vai se expandir cada vez mais. Na comemoração de aniversário do álbum, eles apresentaram uma versão “RE:CREATED“, que revisita as antigas músicas com novos elementos que vão além da remasterização.
Segundo a própria banda, foi feito aqui uma espécie de “director’s cut” – tipo quando um filme ganha uma nova versão expandida e sem cortes. Brian Molko (guitarra e vocal) e Stefan Olsdal (baixo) explicam melhor:
“Este projeto teve como objetivo finalizar o disco, trazendo-o para o século XXI sonoramente, preservando a integridade e o espírito do original. Não se trata de aprimorá-lo, não há nada de errado com ele, trata-se de completá-lo.”
Na prática, isso significa nova mixagem, partes regravas e alteradas em momentos específicos, como um novo solo para "I Know", mais potência em "Nancy Boy" e vozes distintas em "Bionic". Há até mesmo uma música nova - "Drowning by Numbers", que respira Smashing Pumpkins e Sonic Youth - assim como diversos remix das demais faixas.





