Imagem dos integrantes do Leaves' Eyes

Leaves’ Eyes segue mostrando o melhor da sua nova era com o EP “Songs of Darkness”

O quarto lançamento de inéditas com a vocalista Elina Siirala não deixa dúvidas que o caminho sinfônico-viking-épico tem sido a melhor escolha para a banda

Atualizado em: abril 10, 2026 às 6:52 am

Por Guilherme Costa

O lançamento de um EP é sempre significativo para um novo artista mostrar as suas primeiras composições e se apresentar para um potencial novo público. Para quem já está na estrada há algum tempo, o lançamento de um material num formato menor pode ter o intuito de testar uma nova formação em estúdio, apresentar alguns lados b ou faixas não lançadas (ou requentadas) e/ ou para apenas se manter na ativa — sobretudo em tempos de alto volume de produção que os streamings tem demandado.

Para os veteranos do Leaves’ Eyes, o lançamento do EP “Song Of Darkness” tem um pouco de tudo isso, já que o registro é o primeiro com o guitarrista Florian Ewert e o primeiro lançamento com a gravadora Reigning Phoenix Music. Dois anos após o disco “Myths of Fate”, o grupo mostrou que há muito material a ser mostrado!

Quem esteve nos shows da recente turnê que o sexteto realizou pela América do Sul — no Brasil foram três apresentações — pôde conferir a faixa-título antes mesmo de ela ser lançada nas plataformas digitais. No meu caso, eu acho que ela é mais potente ao vivo (graças a poderosa vocalista Elina Siirala), mas a versão de estúdio também reforça o DNA sinfônico-épico-viking que ficou mais forte após a entrada da cantora finlandesa da banda.

Aliás, Siirala conseguiu a difícil tarefa de espantar o “fantasma da vocalista anterior” (no caso do Leaves’ Eyes, a excepcional Liv Kristine) ao longo dos três álbuns gravados com a banda, não deixando dúvidas de estar à altura da sua antecessora. Completando dez anos à frente da função, em “Songs of Darkness” a vocalista brilha principalmente na faixa-título e em “Hall of The Brave”, música que carregada de guitarras truncadas e cheia de coros épicos, ao executar um vocal lírico mais agressivo do que o usual:

“Lá no alto do céu/ Onde os heróis residem/ Muralhas douradas com portões escancarados/ Espadas cruzadas com poder e força/ Nos encontraremos no Salão dos Valentes/ Cavalgamos enquanto atacamos/ Lutamos até a morte/ É hora de nos encontrarmos no Salão dos Valentes”

Enquanto “Until The Last Day” poderia facilmente estar no disco de 2024 e é notável pelo gutural do líder da banda Alexander Krull, o encerramento (“Roots Eternal”) é com um bela balada abrilhantada pelo solo de guitarra de Florian Ewert. Nela, toda coesão entre peso e melodia estão em total sintonia!

Recheada de orquestrações pomposas e guitarras fortes, o Leaves’ Eyes já deixa para trás qualquer comparação que uma mudança de formação impactante costuma causar — com o setlist dos recentes shows focado na era Siirala —. Ouvir “Song Of Darkness”, portanto, é reconhecer tudo o que a banda tem feito nos últimos anos, tornando o novo EP ainda mais fácil e prazeroso de ouvir.

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Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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