Imagem dos integrantes do Sevendust

Sevendust segue grandioso em sua própria fórmula no disco “One”

Em seu décimo quinto disco de inéditas, o Sevendust mostra porquê é uma das grandes bandas do Nu Metal

Atualizado em: setembro 6, 2026 às 9:21 pm

Por Guilherme Costa

O Sevendust é uma das poucas bandas vindas do boom do Nu Metal, desde os primeiros movimentos do subgênero na metade da década de 90, que conseguiu se manter firme e ativa durante os pouco mais de trinta anos (já!). Um dos motivos, certamente, é a formação estável que segue consistindo em Lajon Witherspoon (vocal), Clint Lowery (guitarra e backing vocal), John Connolly (guitarra e backing vocal), Vinnie Hornsby (baixo) e Morgan Rose (bateria e backing vocal) — Lowery deixou a banda por um curto período, entre 2004 a 2008.

Um outro fator muito importante é a constância de lançamentos de estúdio e as suas respectivas tours, que não deixaram o grupo sair do mapa, mesmo quando a banda enfrentou problemas com falência de gravadora, problemas administrativos e problemas pessoais dos seus integrantes (como mencionado no artigo da Revolver Magazine em 2007). Já são quinze discos de estúdio, um ao vivo e outras duas compilações em trinta e dois anos de atividade.

O mais recente álbum, “One”, saiu no dia 1 de maio, via Napalm Records, três anos após o lançamento de “Truth Killer” (o primeiro sob a parceria com a gravadora austríaca). Seguindo a dinâmica dos recentes discos, o décimo quinto trabalho do Sevendust segue na linha do Metal Alternativo, carregado de camadas eletrônicas, riffs pesadíssimos de guitarras, muito groove em sua base e a grande voz do inconfundível Witherspoon.

Os efeitos eletrônicos introduzem os riffs respeitáveis de guitarras até a entrada da voz de Witherspoon, cujo vocal foi comparado ao de Terence Trent D’Arby (e eu concordo) numa resenha que eu li, para iniciar a empreitada de “One” — a faixa e o álbum. Ela é uma música competente que apresenta muito bem o que está por vir. “Unbreakable”, com o seu apelo de single, vem na sequência com uma abertura de piano ditando a atmosfera levemente sombria da faixa; a dinâmica linha de bateria de Rose também é um dos seus grandes destaques.

A trinca de abertura de “One” é concluída com “Is This The Real You”, que alia bons riffs guitarras, muito groove e uma linha meio pop que é realçada em seu refrão: “Sua cabeça está nas nuvens/ Você não sabe onde encontrá-la/ Eu não sei por onde você esteve/ Este é seu verdadeiro eu?”.

“Threshold” relembra a época mais Nu Metal do Sevendust, numa roupagem mais moderna. Mas as coisas ficam realmente pesadas a partir de “Construct” e sua vibe metalcore, que logo dá espaço para o grande refrão pop, sempre engrandecido pela voz de Witherspoon; “Bright Side” vem na sequência também calcada num groove envolvido por riffs de guitarras pesados, com refrãos pegajosos. O ponto alto é com a quase industrial “The Drop”, “Blood Price” e “Misdirection” (faixa que privilegia mais a atmosfera do que o peso em si): se o disco abre com a banda mostrando que merecia mais apelo no mainstream, o encerramento de “One” esmaga os seus ouvidos com faixas viscerais, cheia de linhas de guitarras (sem dúvidas o ponto alto do álbum), baixo e baterias muito bem elaboradas e, sobretudo, pesadas.

No geral, eu ainda sigo achando o disco “All I See Is War” o melhor álbum da recente fase do Sevendust. Mas com “One”, o grupo mostra que a sua fórmula segue rendendo bons e criativos frutos para uma das grandes bandas que o Nu Metal produziu!

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Guilherme
A ideia do Um Outro Lado da Música surgiu após a minha conclusão dos cursos de locução e sonoplastia no Senac. A primeira etapa foi o podcast, disponível no Soundcloud, sendo seguido pela página no Instagram. O site era um movimento natural e, cá estou, escrevendo sobre artistas novos, antigos, pops, undergrounds!

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